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Germinal de Sousa

Visão Geral

Resumo

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Biographical Note

Informação Administrativa

Descrição Detalhada

Correspondência

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Recortes_Imprensa_anos_40-50

Textos



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Germinal de Sousa | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Por Paulo Guimarães

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Visão geral da colecção ou fundo

Título: Germinal de SousaAdicionar ao Seleccionador de Documentos.View associated digital content.

ID: C/SG/007

Entidade produtora: Germinal de Sousa (1909-1968)

Dimensão: 3.0 Caixas

Organização: Esta documentação foi instalada em 3 caixas de arquivo.

Data de incorporação: 00/00/1980

Línguas: Português

Resumo

Importante documentação consistente em correspondência manuscrita trocada pelo Germinal com correspondentes em Portugal (incluindo seu pai), algumas publicações soltas ou periódicas de diversa natureza, recortes de imprensa e textos de reflexão de Germinal sobre diversas questões políticas e sociais da época – tudo situado nas décadas de 40 e 50, no contexto das ditaduras ibéricas e da “guerra fria” mundial.

Âmbito e conteúdo

Esta coleção é composta de 3 caixas.

A caixa 30 contém: 16 escritos de Germinal de Sousa; 3 traduções de Germinal de Sousa; 8 cartas de Germinal de Sousa; 4 cartas para Germinal de Sousa; 2 documentos administrativos.

A caixa 31 contém: 6 maços de recortes de jornais.

A caixa 32 contém: 12 títulos de publicações periodicas coleccionadas por Germinal de Sousa (nºs soltos)

Nota Biográfica

Nasceu a 22 de Maio de 1909 na freguesia do Bonfim, Porto, filho do proeminente militante anarco-sindicalista português que foi Manuel Joaquim de Sousa (1883-1944).

Residindo então com a família em Lisboa (na Vila Cândida, ao bairro de Sapadores), começa a sua actividade propagandística em 1925 nas Juventudes Sindicalistas e no grupo anarquista ‘Germinal’, segundo as recordações de Emídio Santana, de quem foi amigo. Aderente também ao sindicato dos tipógrafos (a sua profissão) da CGT, terá acompanhado o pai ao congresso dos grupos anarquistas de língua espanhola realizado em Marselha em 1926, ficando depois uns tempos em França (com o grupo ‘Bien-être et Liberté’, de Toulouse) e em Espanha (em Madrid e depois em Barcelona, em 1928, integrando o grupo ‘Solidaridad’ que era impulsionado por Angel Pestaña). Regressado por algum tempo a Portugal, participa na fundação da Aliança Libertária Portuguesa em 1931, que se transmutou em Federação Anarquista da Região Portuguesa (FARP), integrando a Federação Anarquista Ibérica (FAI) em 1932. Fugindo à repressão da ditadura, Germinal acolhe-se se novo em Espanha, onde milita em grupos anarquistas da FAI (o grupo ‘Nervio’ e outros) e chegando em 1935 a ser expulso para França como “anarquista perigoso”.

Com o início da guerra civil, Germinal de Sousa acede ao Comité Peninsular da FAI, ficando como secretário em 1938, e nessa qualidade participando em todas as decisões políticas que topo que envolveram o movimento anarquista espanhol. Ter-se-á então afirmado como adepto da revisão das premissas anti-participação política dos anarquistas, embora recusando a transformação da FAi em partido.

Em Janeiro de 1939, passou a fronteira dos Pirinéus participando na constituição do Conselho Geral do Movimento Libertário Espanhol criado em Março em Paris. Com o início da guerra europeia, foi sucessivamente internado nos campos de concentração de Vernet e depois de Bjelfa (1942) e de Berrouaghia (até Maio de 1943) na Argélia. Residiu em Argel até 1948, quando já pôde regressar a Portugal, quedando-se todavia em Barcelona a sua companheira Modesta Flores. Mas talvez tenham também residido no Marrocos francês. Em todo o caso, nos anos de 1950 e 60, após a libertação de Emídio Santana da penitenciária de Coimbra, Germinal de Sousa voltou a colaborar com este e outros anarquistas nas actividades do movimento cooperativista e dos locatários urbanos de Lisboa e Porto.

Adriano Botelho recorda-o assim:

"Atendendo-se à colaboração que dera a seu pai [Manuel Joaquim de Sousa], ainda assistiu às nossas primeiras reuniões [clandestinas da Aliança Libertária, 1931-1932], mas preveniu-nos que a polícia o procurava e que por esse motivo tencionava sair de Lisboa. Assim o fez, partindo para Castelo Branco, donde seguiu clandestinamente para Espanha, fixando-se então em Madrid. Essa resolução foi criticada, alegando-se que, embora tomando certas precauções, poderia permanecer em Portugal. Eu não o censurei, porque entendo que nestes casos é o próprio indivíduo que tem a decidir o que melhor lhe convém tanto mais que ele já tinha sofrido umas poucas de prisões, e numa delas até fora torturado inquisitorialmente. Puseram-lhe algemas eléctricas, penduraram-no e espicaçaram-no. Era ainda bastante jovem mas, apesar dos seus poucos anos, portou-se com dignidade, nada revelando do que a polícia queria saber. De Madrid manteve regularmente correspondência com o Comité Confederal, enviando-lhe muitos jornais e revistas libertárias espanholas. No verão de 1933 veio a Lisboa, por incumbência de outros camaradas portugueses residentes em Madrid, Reboredo, Marques da Costa, etc., para tratar com a C.G.T.. Foi combinado um encontro com o Comité Confederal, a que não cheguei assistir, porque ele, por precaução, chegou mais tarde. Mas nada de prático resultou dessa sua vinda á Portugal. Com as perseguições, que se seguiram ao movimento de 18 de Janeiro dé 1934, essas relações suspenderam-se e jamais foram restabelecidas. Estava ele em Barcelona quando rebentou a revolução de 1936/39 e ali desempenhou alto cargo, integrado na corrente pseudo-libertária governamentalista. Após a derrota foi para França e, depois de passar pelos campos de concentração deste país e da Argélia, foi posto em liberdade. Regressou a Portugal por alturas de 1948 e ao mesmo tempo recebeu a C.G.T. uma carta de prevenção da A.I.T. a respeito da sua vinda. Contudo, nessa carta não se explicavam as razões dessa prevenção; por isso lhe pedimos que nos esclarecesse, mas, no entretanto, a polícia descobriu os endereços usados para a nossa correspondência internacional, e na impossibilidade de os substituírmos, nunca mais chegaram os esclarecimentos pedidos."

Faleceu a 3 de Novembro de 1968, ainda trabalhando como tipógrafo ou revisor tipográfico, devido a trombose cerebral. No Instituto Internacional de História Social de Amsterdão encontra-se depositada alguma importante documentação proveniente do movimento espanhol que lhe diz respeito, a qual já terá sido em parte investigada pela historiadora portuguesa Cristina Clímaco.

Informação administrativa

Restrições de comunicação: Esta documentação é de acesso livre.

Restrições de comunicação: Documentação de uso livre em papel ou digital sem fins comerciais, desde que referida na sua fonte o uso limitado pelas normas internas da Biblioteca Nacional de Portugal, pela legislação aplicável à documentação de arquivo, direitos de autor e proteção de dados pessoais.

Nota de restrições sobre o acesso físico: Este fundo não tem restrições de acesso físico.

Nota técnica sobre o acesso: Este fundo não tem restrições de acesso técnico.

Fonte de aquisição: Emídio Santana

Método de aquisição: Este conjunto documental foi depositado na BNP como parte integrante do AHS.

Informação sobre avaliação: No inventário AHS (1982), a coleção “Outros militantes” compreende 3 caixa(s)

Nota sobre originais/cópias: Espólio integralmente digitalizado.

Materiais relacionados: Germinal de Sousa

Citação: Portugal.Biblioteca Nacional/Arquivo Histórico-Social – espólio de Germinal de Sousa.(BNP.61. caxs 30,31,32)

Revisões a este registo: A cópia digital desta colecção foi organizada e descrita, no âmbito do projecto MOSCA (2010-213).


Listagem de conteúdos de caixas e pastas


Listagem por Serie:

[Serie COR: Correspondência],
[Serie EREV: Espólio_Revistas],
[Serie RECIMP: Recortes_Imprensa_anos_40-50],
[Serie TXT: Textos],
[All]

Serie TXT: TextosAdicionar ao Seleccionador de Documentos.View associated digital content.
Acessível em:: http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/projecto/AHS_JPG/C_Militantes/CSG%20Germinal%20de%20Sousa/Textos/



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