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António Teixeira de Araujo (1888-1965) | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: António Teixeira de Araujo (1888-1965)
Nome Secundários: António Teixeira


Nota Biográfica:

Nasceu a 3 de Dezembro de 1888, na Freguesia de S. Pedro de Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia, Porto, e faleceu em Gaia no ano de 1965. Seus pais desejavam que fosse sacerdote, mas não puderam dar-lhe mais que o exame de instrução primária. Aos 13 anos, começa a trabalhar como trolha, ofício em que se empregou apenas durante um mês. Depois foi ser aprendiz de tipógrafo na Tipografia Martins Barbosa em Vila Nova de Gaia, em Junho de 1902. Desta oficina passa para a Tipografia Académica, à Praça da Batalha, Porto, onde se conserva até 1907. Foi então para a Tipografia Santos, à Rua das Flores, 62, onde trabalhou 20 anos e 4 meses. Especializou-se como impressor, em que foi mestre. Aos 15 anos, deu entrada na Associação Profissional, denominada Liga das Artes Gráficas do Porto. Nesta data subscreveu um título de uma acção da antiga e hoje extinta Cooperativa Gráfica do Porto. Em 1908, constituiu, com Serafim Cardoso Lucena, Clemente Vieira dos Santos, Viriato Alves Rente, António Alves Pereira e outros, em Coimbrões, Gaia, o Grupo Libertário Verdade e Luz em cuja sede mantinham uma Escola de Ensino Livre. Com João Sertié , fundou em Coimbrões o Ateneu Sindicalista, agrupamento de cultura e formação de militantes, a que se agregaram Aurélio da Cunha Guimaràes, Frederico Joblin, Mário de Carvalho e outros. Esta acção individual, aliada à dos seus companheiros, exerceu-a, já nos primeiros tempos da República, por volta de 1915. Tomou parte activa na greve geral dos tipógrafos do Porto, sob a égide da Liga das Artes Gráficas daquela cidade. Durou dois meses e terminou com a vitória total e a assinatura da portaria que reforçou o artigo 4 — Número 3 da Lei 296 de 22 de Janeiro de 1915, promulgando para as indústrias tóxicas e insalubres o regime de 8 horas de trabalho, movimento que depois veio a abranger as outras classes. Para a vitória, muito contribuíu o chamado Grupo dos 12, de actividade extra sindical, grupo de elite, que editava manifestos sucessivos e de que fazia parte António Teixeira. A sua actividade multiplica-se nos sindicatos, em manifestos, conferências e artigos em diversos jornais. Data de 1916 o seu primeiro artigo de crítica, intitulado "As festas do Boi Ápis".

Os seus pseudónimos são numerosos: Grafique ATA António Teixeira Gonçalo Alves A .T . Germinal Silva A. Teixeira Júlio Valério Orlando Teixeira Souvarine Teixeira Araújo Herculanos Armando Ribeiro António de Araújo Araújo Alves Antão Araújo Anteu C. Ateu ATA Ataíde Júnibr Átila Artur Tavares Aleixo Maximine Mata I. Atalaia António Teixeira Araújo

Colaborou nos seguintes periódicos: Jornal de Felgueiras, Gráfico, Revista Gráfica, do Porto, El Mercado Poligráfico, de Barcelona, A Batalha, Vanguarda Operária, Gazeta do Sul, Aurora, A Comuna e revista Aurora. Na sua mudança de residência de Gaia para o Porto, ingressou no Grupo Social Propaganda Libertária e foi editor dos jornais Aurora, A Comuna.

No campo sindical, foi secretário da Liga das Artes Gráficas, do Porto, delegado ao Conselho Inter-federal da Federação Portuguesa dos Trabalhadores do Livro e do Jornal, delegado à União Operária Nacional e delegado à C.G.T. na Delegação Confederal do Norte. Foi ainda delegado ao Congresso Confederal de 1925 (Santarém) e ao Congresso Federal dos Trabalhadores do Livro e do Jornal, realizado também em Santarém, de 23 a 27 de Setembro do mesmo ano, apresentando de colaboração com António Alves Pereira, uma tese que tratava dos Conselhos Técnicos e de Oficina. A este Congresso assistiram 135 sindicatos, 2 Federações de Indústria e 5 Uniões de Sindicatos. A A.I.T. esteve representada por Armando Borghi, militante anarquista e operário gráfico italiano. Foi delegado do Norte ao Congresso Anarquista de Alenquer e depois à Conferência Anarquista de Lisboa. Prestou relevantes serviços quer como orientador da Escola de Militantes da Associação dos Tanoeiros de V. N. de Gaia quer como árbitro em diversos conflitos e greves, como a dos mineiros de lousa de Valongo. Em 1932, por motivo de imposições políticas, reduziu a sua actividade. Do seu currículo constam perseguições e 3 prisões, a primeira por se insurgir contra a Guerra, a segunda por abuso de imprensa clandestina combatendo a imposição legal dos 2% que a Ditadura impôs em 1932 e a terceira por lutar contra os abusos continuados da Ditadura, em 1937.

Fontes: E. Rodrigues (1982), A Oposição Libertária em Portugal 1939-1974, Lisboa, Sementeira.
Nota do Autor: E. Rodrigues (1982)






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