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Neno Vasco (1878-1923) | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: Neno Vasco (1878-1923)
Nome Completo: Gregório Nazianzeno Moreira de Queirós e Vasconcelos


Nota Biográfica: Gregório Nazianzeno Moreira de Queiroz de Vasconcelos, advogado, jornalista, escritor, teatrólogo,poeta e anarquista, nasceu em Penafiel no ano de 1878 e estudou e formou-se na Universidade de Coimbra, em 1901, partindo para São Paulo, Brasil onde vivia o seu pai. Já então se declarava anarquista, mas foi o convívio com os anarquistas italianos em S. Paulo, e a leitura das obras de Malatesta, que lhe derani o rumo e a convicção que sustentou até à morte, em Setembro de 1920, em S. Romão de Coronado, Portugal onde regressara em princípios de 1911. Em São Paulo, Brasil, fundou e dirigiu os jornais O Amigo do Povo e Terra Livre e a revista Aurora. Colaborou na Lanterna, jornal anti-clerical, e escreveu Greve de Inquilinos, e o Pecado de Simonia. Traduziu o hino "A Internacional", a peça 1.° de Maio, de Pedro Gori e tantos outros trabalhos de alto valor anarquista. Foi dos mais eficientes e cultos anarquistas que chegaram ao Brasil, igualando-se a Giovani Rossi, na importância a nível internacional. Em Portugal, 'colaborou no semanário A Aurora e na revista A Sementeira e publicou os livros Da Porta da Europa e Concepção Anarquista do Sindicalismo. Contraindo a tuberculose juntamente com a sua companheira Mercedes Mos-coso, irmã do anarquista espanhol radicado nó Brasil Manuel Moscoso, dela morreram, assim como dois dos seus três filhos (Ciro e Fantina) quando completavam 20 anos. Falar de Neno Vasco, da sua figura humana e da sua obra anarquista, dos seus exemplos no Brasil, principalmente em S. Paulo e Rio de Janeiro, ainda é uma obrigação, decorridos 69 anos que daqui saiu e mais de meio século que faleceu. Em homenagem ao anarquista Neno Vasco o autor desta obra acaba de colocar o seu nome num edifício multifamiliar, composto de 27 unidades residenciais, na cidade de Nova Iguaçú, Estado do Rio de Janeiro. Neste país não existe um só anarquista que não saiba alguma coisa sobre o inteligente e culto anarquista lusitano que aqui chegou em 1901 e nuns breves 10 anos incompletos semeou ideias e deu tantos exemplos de humanismo.
Fontes: E. Rodrigues (1982). A oposição Libertária em Portugal. 1939-1974. Lisboa. Sementeira.
Nota do Autor: E. Rodrigues (1982)






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