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Ramos, Álvaro da Costa | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: Ramos, Álvaro da Costa
Nome Completo: Álvaro da Costa Ramos


Nota Biográfica: Militante activo do sindicato do Pessoal de Câmaras da Marinha Mercante Portuguesa. Durante algum tempo foi o delegado deste sindicato e, pela sua enérgica atitude na defesa da classe, atraíu o ódio das empresas de navegação portuguesas, que até lhe proibiram a entrada a bordo dos seus vapores. E quando da revolução de Fevereiro de 1927 contra a ditadura, as autoridades tentaram mobilizar o pessoal dos sindicatos marítimos para manobras no Tejo. Este esquivou-se e Alvaro Ramos foi um dos que mais trabalharam nesse sentido. Pouco depois Alvaro Ramos foi preso, por andar no Cais do Sodré a distribuir um jornal em português da América do Norte, que denunciava as bandalheiras e os crimes do fascismo lusitano.Em seguida foi deportado para Angola e, mais tarde, transferido para o Funchal. Como naquela época os deportados andavam em liberdade, ele aproveitou a primeira oportunidade para fugir e regressar a Lisboa. Embora na clandestinidade, continuou a exercer a sua actividade entre os marítimos. Assim, quando da organização da Federação de Transportes, de inspiração comunista, foi ele quem mais contribuiu para o aparecimento do jornal O Argonauta, a fim de enfrentar a acção bolchevista nas associações filiadas daquela Federação, e aderentes à C.G.T.. Foi um dos componentes da editorial O Argonauta, que publicou trabalhos de Luís Fabbri, Max Nettlau, Pedro Esteve, Pedro Besnard, Mário Castelhano, etc.. Por sua iniciativa foi também publicado o livro de Manuel Joaquim de Sousa, O Sindicalismo em Portugal. Deu activa colaboração ao movimento de protesto que devia deflagrar em 18 de Janeiro de 1934, contra a entrada em vigor da lei das corporações fascistas. A C.G.T., para a propaganda desse movimento, instalou uma tipografia clandestina ris arredores de Lisboa  na Ramada, Odivelas , e ele ali esteve algum tempo a trabalhar. Durante a repressão a esta tentativa revolucionária, houve quem falasse nessa tipografia, mas a polícia, que andou em investigações por aquele local, nada conseguiu descobrir, porque Alvaro Ramos soubera agir com invulgar cuidado e prudência. Mais uma vez esteve preso, nessa ocasião, e após julgamento no Tribunal de S. Clara, foi posto em liberdade.
Fontes: E. Rodrigues (1982), A Oposição Libertária em Portugal 1939-1974, Lisboa, Sementeira.
Nota do Autor: E. Rodrigues (1982)




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