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Quaresma, José Artur (1876-1957) | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: Quaresma, José Artur (1876-1957)
Nome Completo: José Artur Quaresma


Nota Biográfica: Nasceu a 25 de Setembro de 1876, em Setúbal e faleceu a 6 de Janeiro de 1957, em Lisboa, aos 80 anos de idade. Depois de uma breve passagem pela escola e de um aprendizato profissional, passou a trabalhar como barbeiro ingressando na Associação Operária de Socorros Mútuos Setubalense (15-7-1888) com 22 anos de idade. A primeira contestação de Zé Quaresma, como era conhecido,. ocorreu aos 17 anos, com seu tio um republicano cheio de preconceitos, defensor das hierarquias classistas. E foi a partir de decepções desta ordem que se fez anarquista para ser livre! Começou a estudar as ideias libertárias e a sua loja de trabalho virou centro de reuniões e discussões libertárias. Não escapou de ser preso mais de uma vez, sempre em razão de suas ideias. Manifestou-se abertamente contra a guerra de 1914-1918. Pacifista e humanista por princípio, só acreditava na Revolução Social dos anarquistas, de cujas ideias se tornou defensor e divulgador enquanto viveu. A sua barbearia servia como ponto de encontro, contrariando a polícia que não o deixava em paz. Com a ditadura não se deu por vencido; o anarquismo é indestrutível, jamais ,norrerá, nem mesmo torturando e matando os anarquistas. E vai lutar, com os seus companheiros, contra os 2%, solidarizando-se com o movimento de protesto da C .G.T. e também acabou preso, desta vez com seu filho Jorge Quaresma, ,e com Luís Branco e outros. Em 1940, Zé Quaresma ainda fora preso por 14 dias. A polícia descobriu que retendia fundar uma agremiação destinada a reunir amigos ideológicos.Indigente, de convicções sólidas, falava anarquicamente em todas as horas ao dia, durante o trabalho, com os amigos, junto do túmulo dos companheiros que sucumbiam; nas associações e na véspera dos Congressos, visando colaborar para uma melhor compreensão do anarquismo. A sua loja não só foi um centro de encontros e discussões libertárias. Nela se desenvolveu, também, a solidariedade económica e humana, permanentemente.
Fontes: E. Rodrigues (1982). A oposição Libertária em Portugal. 1939-1974. Lisboa. Sementeira.
Nota do Autor: E. Rodrigues (1982)




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