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Portela, Luís Joaquim (1906-) | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: Portela, Luís Joaquim (1906-)
Nome Completo: Luís Joaquim Portela


Nota Biográfica: Luís Joaquim Portela nasceu em 1906, em Fonte Arcada, município da Póvoa de Lanhoso, de onde se transferiu ainda criança para o Porto. Tempos depois, a exemplo de seu pai, ingressou no Sindicato da Construção Civil e ali se instruiu e consciencializou ideologicamente. Mas o que aprendia pareceu-lhe pouco e emigrou para Espanha, onde chegou a militar nos quadros da C.N.T. (Confederação Nacional do Trabalho) fazendo ali profissão de fé libertária. De regresso ao Porto, anos mais tarde, retorna ao seu posto na luta em prol da emancipação social e humana. Mas o fascismo não demorou a instalar-se em Portugal e são assaltados os sindicatos anarco-sindicalistas. Portela e alguns companheiros resolveram enfrentar a polícia política do novo regime e é preso em Maio de 1932, com Abílio Augusto Belchior (este acabou por morrer no Tarrafal) e Francisco Alberto. Libertado, volta à luta e novamente a polícia resolve detê-lo no Aljube. Pouco depois é levado para ás prisões de Lisboa e mais uma vez é libertado, mas a P.V.D.E., com seu covil na Rua Duque de Loulé não se conformou, envolvendo-o numa trama suja, prende-o a 13 de Julho de 1933 e leva-o a julgamento no Tribunal Militar Territorial a 26-6-1934 e condena-o a 14 anos de degredo e ao pagamento de 20 mil escudos de indemnização ao Estado com a cláusula de, cumprida a pena, ser entregue ao governo para que lhe desse o destino que entendesse. Foi então deportado para a Ilha Terceira  Fortaleza de S. João Baptista  Açores, e de lá recambiado, anos depois, para a Fortaleza de Peniche. Desta última consegue fugir vivendo alguns anos em liberdade. Mas um seu sobrinho, dado ao vício da bebida, num dia de embriaguês denunciou o tio. Preso em 10-9-1952, retornou à Fortaleza de Peniche na condição de entregue ao governo. De lá saiu, graças ao esforço da sua segunda compa¬nheira (da.1 .a tinha 2 ou 3 filhos mas nenhum se mostrou à altura de entender e respeitar as ideias anarquistas e a dignidade do pai!) de quem tinha uma filhinha. Mas era tarde, estava condenado à morte. E com poucos dias de liberdade sucumbiu, ao peso da enfermidade contraída nas prisões, o anarquista Luís Portela.
Fontes: E. Rodrigues (1982). A oposição Libertária em Portugal. 1939-1974. Lisboa. Sementeira.
Nota do Autor: E. Rodrigues (1982)




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