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Castelhano, Lucinda Duarte | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: Castelhano, Lucinda Duarte
Nome Completo: Lucinda Duarte Castelhano


Nota Biográfica: Já se disse que por detrás de um grande homem está sempre uma companheira que o ajuda a crescer, a prosperar ideologicamente, que sofre ou vibra com ele nas derrotas e nas vitórias. Lucinda Castelhano estava realmente por detrás de Mário Castelhano, fora a sua "sombra", a mãe para lhe criar o filho e suportar todas as perseguições que se abatiam sobre o lar humilde. E, como se isso fosse pouco, trabalhou para minimizar os sofrimentos do companheiro, mandando-lhe remédios, alimentos e roupas para as prisões que teve de suportar estoicamente até à morte. Professora do ensino primário na "Voz do Operário", lutou bravamente, mau grado a sua pouca resistência física, para não faltar com o seu apoio ao companheiro, com quem morria aos poucos. Mas o seu grande choque chegou com a devolução de uma carta enviada ao Tarrafal, contendo por fóra do envelope, a tinta vermelha: "Morto!" Ainda resistiu, guardando carinhosamente o trabalho escrito pelo seu companheiro, que acabou por ser publicado por seu filho com o título Quatro anos de Deportação. Pois bem, já o dissemos em outras oportunidades: não haveria grandes lutadores sem as suas companheiras, e o exemplo de Lucinda Castelhano aí está para o provar. Enquanto pelos sindicatos, nas redacções dos jornais, nos congressos, nos centros de cultura social ou nas prisões se preparavam, faziam a sua propaganda, adquiriam conhecimentos ideológicos, pregavam ou sofriam por eles, as companheiras, nas casas humildes, privadas de tudo muitas vezes para tornarem possível a compra de livros, as contribuições sindicais, os auxílios para a publicação de jornais ou para auxiliar camaradas presos suportavam privações com os filhos do casal, e mantinham-se solidárias com tudo que acontecia longe de suas vistas, sem a sua participação directa. Esta também era uma idealista. E tantas existiram, capazes até de desafiar as invasões policiais!
Fontes: E. Rodrigues (1982). A oposição Libertária em Portugal. 1939-1974. Lisboa. Sementeira.
Nota do Autor: E. Rodrigues (1982)




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