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Rodrigues, José Vaz | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: Rodrigues, José Vaz
Nome Completo: José Vaz Rodrigues


Nota Biográfica: José Vaz Rodrigues, anarquista, morreu após 11 anos de prisão cumprida na Penitenciária de Coimbra. Julgado e condenado por participar do atentado a Salazar em 1937, acabou sucumbindo ao peso da prisão e dos maus tratos que lhe foram inflingidos. Morreu como tantos outros idealistas, acreditando numa sociedade de igualdade para todos. Para nós, deu a sua vida em troca de um acto inglório: atentar contra a vida de um ditador! Não acreditamos no sacrifício de um idealista em troca da vida de um tirano! Para nós, um tirano não merece um anarquista! Um acto de violência leva sempre a outro, e as maiores vítimas são sempre os libertários, os anarquistas! E se aprofundarmos um pouco mais a investigação, damos-nos conta de que um atentado premeditado, o sacrifício de uma vida mesmo sendo um inimigo reflecte sempre um pouco do estado interior de quem pratica, não deixa de ser um crime! O delinquente em potência está aninhado no inconsciente de muita gente à espera de uma oportunidade para vir à superfície, para se revelar e agir. E se, no caso de Salazar, esse delinquente surgia cometendo os seus crimes através da polícia, ele não deixava de ser deles responsável, apesar de os não cometer pessoalmente o caso de um anarquista que tentara cometer um crime de morte, julgando poder fazer justiça por suas mãos, não será por isso menos responsável. Durante a Revolução Espanhola "o delinquente" aflorou em muita gente, inclusivé nos cérebros de muitos "anarquistas"... e o resultado foi desastroso, matou-se muita gente inutilmente. Até anarquistas mataram anarquistas! Concluo esta homenagem a José Vaz Rodrigues declarando que morreu por uma causa inútil; a sua vida e a dos seus companheiros de atentado, a C.G.T. e o movimento anarquista português, valiam muito mais de que a vida de muitos ditadores!
Fontes: E. Rodrigues (1982). A oposição Libertária em Portugal. 1939-1974. Lisboa. Sementeira.
Nota do Autor: E. Rodrigues (1982)




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