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Dias, Jaime Ferreira (26 de Maio 1903 - 14 de Novembro 1932) | Arquivo Histórico-Social / Projecto MOSCA

Nome: Dias, Jaime Ferreira (26 de Maio 1903 - 14 de Novembro 1932)
Nome Completo: Jaime Ferreira Dias


Nota Biográfica:

Jaime Ferreira Dias nasceu na Sobreda / Charneca de Caparica a 26 de Maio 1903 e faleceu em Lisboa, no Hospital de Santa Marta, a 14 Novembro 1932, com a idade de 29 anos. Era filho do corticeiro Alfredo Ferreira Dias, operário na fábrica da Henry Bucknall & Sons, no Caramujo. Foi nesta fábrica de cortiça que começou a trabalhar ainda muito jovem, tal como sucedia aos filhos de muitos outros corticeiros.

A 2 de Outubro de 1916, com 13 anos, perde o braço direito num acidente de trabalho. David Fergusson (?-1930), engenheiro-gerente da firma H. Bucknall & Sons responsabiliza-se em pagar-lhe os estudos. Torna-se depois empregado de escritório na mesma fábrica.

Jaime F. Dias foi uma personalidade com destaque na vida cultural e associativa de Almada. Foi sócio e dirigente da Sociedade Filarmómica União Artística Piedense eda Cooperativa Piedense. Foi igualmente sócio honorário do União Piedade Futebol Clube e do Clube Columbófilo “Os Voadores”. Foi ainda um dos fundadores da Associação de Classe dos Empregados no Comércio e Indústria de Almada (1931).

Foi militante do Partido Socialista, tendo privado com alguns dos seus dirigentes, entre os quais o advogado e dramaturgo Amílcar da Silva Ramada Curto e o jornalista e escritor Afonso Bourbon e Meneses.

A sua actividade literária distribui-se pelo conto, poesia, crónica, artigos doutrinários, polémicas, traduções, críticas literárias e teatrais. Publicou os folhetos de crítica social Escravos da Gleba, [1928] (existente na Biblioteca/Arquivo de História Social, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa - PT/AHS/PQ1170-B0140) e A Mulher: escrava do lar e das convenções sociais, Lisboa, Biblioteca de Educação Social, 1929, 24 p. (existente no Centro de Informação & Documentação da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e no Arquivo Histórico Social)

Publicou a peça de teatro Duas Uniões Victoriosas, peça em 1 acto que foi representada pela primeira vez, no teatro Garrett, na Cova da Piedade, a 24 de Maio de 1931.

Traduziu para língua portuguesa o livro de Paul Lafargue, Porque crê em Deus a burguesia, que foi publicado com um prefácio de Bourbon e Meneses pela editora República Social em 1932 (existente no Arquivo Histórico Social). Colaborou na imprensa local e em jornais de Lisboa, Porto e Madrid, sendo de destacar O Almadense (1928-1932, Almada), A Voz de Almada (1927, Almada), o Protesto (1927, 1928, Lisboa), O Trabalho (Lisboa), Ideia Nova (Lisboa), República Social (1927, 1928, Porto), Vegetariano (1926, 1927, 1928, Porto), Pensamento (Porto), Eco Telegrafo Postal, El Socialista (Madrid), entre outros.

Foi enterrado no cemitério de S. Paulo, em Almada. O seu funeral foi aguardado em Cacilhas por numerosos operários e representantes de diversas colectividades e pelos socialistas Amílcar da Silva Ramada Curto e Afonso Bourbon e Meneses.

Fontes:

Romeu Correia, Homens e Mulheres vinculados às terras de Almada (nas Artes, nas Letras e nas Ciências), Almada: Câmara Municipal de Almada, 1978, pp. 225-234.

Alexandre Flores, Almada Antiga e Moderna. Roteiro Iconográfico. III – Freguesia da Cova da Piedade, Almada, Câmara Municipal de Almada, 1990, pp. 70, 89-90, 98-99, 156 e 172.

Nota do Autor: Romeu Correia; Margarida Nunes






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